Quando numa determinada altura da minha vida fui acompanhada por um psicólogo, o mesmo questionou-me se nos dias que estava mais angustiada era precisamente aquele que tinha maior vontade de comer 'porcarias', tais como doces, pão, etc.
E hoje recordei-me desse momento. Hoje foi um dia desgastante e houve momentos que me apeteceu recorrer, não aos doces, porque felizmente não sou gulosa, mas sim ao pãozinho.
Mas parei para pensar: 'mas eu tenho fome? Não? Então para quê comer isso? Fico mais feliz? Não, então vou comer uma cenourinha com uma fatizinha de fiambre.
Mas de fato muitas pessoas não se apercebem que 'afogam' as mágoas na comida. E quando se faz dieta há 2 coisas essenciais:
- 1.º a força de vontade em alterar o hábito
- 2.º o que levou a ter aquele hábito.
Porque caso haja problemas psicológicos, mesmo que a pessoa tenha força de vontade, ela conseguirá perder peso, mas num momento de angústia, solidão recorrerá à comida. E aí sim, não vai conseguir manter o peso. A ciência de uma boa dieta é posteriormente manter o peso que alcançou.
Acabei de ver um programa na TV sobre obesidade mórbida. A sra. pesava 275kg. Nem da cama saía! Para ela ser submetida à cirurgia deveria perder 45kg, pelo que um médico nutricionista fez-lhe um plano, reduzindo a calorias para cerca de 700diárias.
Infelizmente nem sempre conseguia resistir áquelas comidas gordurosas e ainda gozava com o assunto. Enfim...triste de ser ver! Mas cá está...porque há algo psicológico que está por resolver. Enquanto isso nao for resolvido nao adianta.
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